Luz ao fundo do Túnel…

Tenho andado por foras destas lides associativas. Como espectador, tenho observado o que se vai fazendo no Alto do Lumiar e acima de tudo assisto orgulhoso ao sentimento de união associativista que sinto ser cada vez mais forte aqui no nosso bairro.

Dá prazer, muito prazer…ver e sentir que se está a criar uma verdadeira comunidade independentemente das características sócio-culturais de cada um. Os meus sinceros parabéns a todos os que estão a dar o seu “corpo e suor”  no lançamento e dinamização de todos estas inicictivas e desafios, pois são “vocês” que estão efectivamente a  patrocinar para a melhoria da qualidade de vida do nosso bairro.

Agora…

Quando vejo as diversas iniciativas e noticias que por aí andam sobre a Alto do Lumiar dou por mim a pensar: “Que mais é preciso fazer-se, mostrar-se e ser-se, para que a Câmara Municipal de Lisboa olhe de uma vez por todas de forma séria e objectiva para este projecto e para quem cá vive? “.

Por muito que tente ver o “copo meio cheio” e querer (que quero!) acreditar que algo se irá fazer para inverter a “marcha lenta” em que nos encontramos, acho que é tempo de se pensar em novas formas de nos fazermos notar, pois acho que só pelo “caminho da dor” é que eles irão olhar para nós com olhos de ver.

A total desresponsabilidade da classe política e o constante escudar da sua argumentação com base em desculpas assentes em questões colaterais, impedem esta parte da cidade de crescer. Esquecem-se  constantemente  dos compromissos que assumem, seja por causa de Amnésia ou de Alzheimer, o certo é que a nossa classe politica está muito, mas muito doente e assim não podemos mesmo continuar.

Há que acender definitivamente a luz ao fundo do túnel, pois ela está lá!

Disclaimer: Este é um artigo de opinião e como tal as linhas aqui debitadas são da exclusiva responsabilidade de quem as escreveu.

Policiamento

É leviano quando o policiamento e a segurança são armas de arremesso político.

Há anos que todos nós pedimos atenção sobre este tema aqui no Alto do Lumiar.

Há anos que se diz que é um dos pontos fulcrais para o sucesso deste projecto.

Há anos que nos prometeram uma super-esquadra.

Hoje temos uma divisão de trânsito o que será amanhã?

Pensemos positivo e que o policiamento de proximidade chegue de uma vez por toda ao nosso Alto do Lumiar pois até estamos em época de eleições.

É o bairro!

Resta-nos congratular a SGAL pela facto de ter percebido e acedido ao conceito de Bairro na “Alta de Lisboa”. Sempre foi a nossa opinião, que  esse seria um dos grandes vectores para consolidação e crescimento desta  antiga e nova zona da cidade de Lisboa.

Recupere-se e mantenham-se as boas tradições, mostre-se as mais valias deste bairro e passe-se das palavras aos actos.

Humanize-se, socialize-se, proteja-se e acima de tudo que haja tolerância entre todas as partes.

É o bairro!. O nosso bairro.

Divisão de Polícia

É muito importante sabermos qual será a resposta da CML face à sugestão efectuada pela Junta de Freguesia do Lumiar sobre a instalação da Divisão Policial no equipamento construido para o efeito na Av. Maria Helena Vieira da Silva.

A operacionalização desta divisão (e não esquadra) com efectivos policiais para o efeito e a respectiva implementação do programa de “Polícia de proximidade” em toda a sua área de actuação, é fulcral para a estabilização e boa vivência do nosso bairro, e como tal deverá ser algo em que todos deveremos ter muita atenção.

Perceber Lisboa

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Como poderá a CML revitalizar uma Baixa-Chiado e receber a transferência de uma zona ribeirinha, se mostra uma total incapacidade na gestão de projectos da envergadura de uma “Alta de Lisboa“?.

Como poderá uma câmara individada e burocratizada como a CML, fazer face a tantos projectos estruturantes ao mesmo tempo? Para quê dar mais responsabilidades a um orgão que não consegue por si só gerir os compromissos, as responsabilidades e os activos que têm?

São perguntas que me faço diáriamente e às quais ainda não consegui obter qualquer resposta. Alguém sabe?

Cidadania no Alto do Lumiar

Quer trocar ideias e opiniões sobre o nosso bairro? Quer dar corpo a iniciativas que visem a melhoria da qualidade de vida do nosso bairro? Venha ter com a ARAL!.

Estamos todas as segundas-feiras das 20H00 às 22H00, nas instalações do K’Cidade situadas na Rua Luís Piçarra, 12A (Condomínio da Torre).

Reflexão?

 

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E que tal aproveitar a Silly Season e as férias para reflectir e equacionar a hipótese de participar mais activamente na defesa do nosso bairro? A ARAL está disponível para receber todos (as) aqueles(as) que de acordo com a sua disponibilidade desejem trabalhar civicamente e de forma positiva em prol da defesa do Alto do Lumiar.

Pense nisso e contacte-nos se assim o desejar.

“Cycling Friendly”

Via: http://bicicletaportugal.blogspot.com/

O Alto do Lumiar reune condições para se avançar com a implementação de ciclovias. Há que juntar esforços e vontade política nesse sentido.

Paralelamente à questão das ciclovias, é importante não esquecer os peões, pois sem eles a nossa zona perderá vida e dará lugar a mais um dormitório na cidade de Lisboa.

O Alto do Lumiar devido às suas caracteristicas próprias, pode-se tornar numa zona de referência para a Lisboa Verde e Amiga dos Peões que tanto se têm falado na presente campanha eleitoral para a Câmara Municipal de Lisboa.

Há que trabalhar (também) neste sentido…

Lembrete: “Desafio Positivo!”

O post do João Tito é importante, pois gostavamos muito de contar com sua presença nas diversas visitas que os candidatos à Câmara Municipal de Lisboa vão efectuar ao Alto do Lumiar com a companhia da ARAL. o João já disse onde os encontros irão ter lugar.

Não podia também deixar de lhe lembrar do “Desafio Posivo” que se colocou, pois é sempre interessante ouvir a sua opinião positiva sobre o Alto do Lumiar. Já sabe que basta comentar aqui.

Desafio Positivo!

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Já que fiz dois posts hoje, não posso deixar de fazer o terceiro ;-)

Venho desta forma desafiar todos(as) os(as) nossos(as) vizinhos(as) e leitores(as) do blog a comentarem este post e nos dizerem porque gostam de morar no Alto do Lumiar.

Todos os comentários que sigam a linha de orientação sugerida serão colocados como adenda a este mesmo post.

Está lançado o desafio.

Contributos:

João – Junho 23, 2007 às 4:34 pm

“Algém tem de começar :). Os passeios largos que convidam à utilização das ruas e contribuem em muito para “devolver a cidade aos peões”.

Luís Magalhães – Junho 25, 2007 às 10:32 am

“Não costumo escrever nos blogs, pois na maioria das vezes servem para desabafos negativos, que no caso da Alta têm contribuído para a desvalorização da zona. Mas para este desafio aqui vai…
Está à vista de todos os moradores que subsistem problemas, em grande parte originados pela inércia das entidades (in)competentes, que há muito deviam ter sido resolvidos. Mas as vantagens futuras de viver na Alta, algumas já actuais, compensam largamente os pequenos sacrifícios do momento. Apesar dos atrasos, é um empreendimento urbano com objectivos claros e um plano detalhado de construção que inclui tudo o que precisamos para viver (habitação, escolas, serviços, comércio, trabalho, transportes – junto à minha casa passam autocarros a cada 5 min., usemo-los sempre que possível, metro relativamente perto – e espaços verdes sem fim – que bom que é passear e correr no Parque Oeste, ainda que incompleto). Em que outro local de Lisboa e arredores podemos conjugar tudo isto com casas a preços competitivos? Gostava que todas as obras estivessem mais avançadas, mas sou de facto um entusiasta e estou optimista quanto ao futuro da Alta. Estou convencido que a conclusão do Eixo N/S e do Parque Oeste e a tomada duma atitude bastante mais proactiva e comercial da SGAL, favorecerão o crescimento da população e acelerarão todo o processo, incluindo a integração social de todos os habitantes – uma questão de massa crítica.

Até à próxima
Luís Magalhães”

Luís Lucena Junho – 25, 2007 às 11:43 pm

“É no Alto do Lumiar que mora a minha família. E foi lá que conheci a Joana, o João, o Pedro, o Luís, a Joana, o Tom, o Tobias, o Fernando, a Isabel, o Miguel, a Joana, o Tiago, a Patrícia, a Maria, a Madalena, o Salvador, o José, a Vera, o José Maria, a Patrícia, o Luís, a Cláudia, a Madalena, o Rodrigo, a Natacha, a Inês, o João Pedro, a Margarida, a Catarina, o Tomás, o Miguel, a Evalina, o Nuno, o Jorge, o Luís, o Nuno, o João, o Pedro, o João Carlos, a Carla, o Francisco, o Pedro, o Nuno, o Carlos, a Carla, a Isabel, o José, o João, a Dulce, o Pedro, o José, o Miguel, o António, a Maria José, o Filipe, o Pedro, o Orlando, a Antónia, a Sofia, a Margarida, o João, a Cristina, o Guilherme, o Fábio, o Mauro, o António, o Adilson, o Paulo, o Anderson, o António, o Adriano, a Irina, o Ricardo, a Esperança, a Cláudia, a Conceição, a Ana Luísa, a Ana Rita, o Joaquim, o Álvaro, o Nuno, o Carlos, a Luísa, a Marta, a Alexandra, a Maria, o Bruno, a Carla, o Rodrigo, a Vanessa, a Teresa, a Antónia, o Pedro, o Adriano, a Anabela, o Filipe, o Jorge, o Paulo, o David, o Jorge, o Diogo, o José, o Ricardo, o Vasco, o João, a Cristina, a Francisca, o Emanuel, a Alexandra, a Catarina, o Sérgio, a Mónica, a Paula, a Maria João, a Rita, a Cláudia, o Igor, a Fernanda, a Neuza, o Paulo. E passei a conhecer melhor o Tiago, a Clara, o Tiago, a Filipa, o Nuno, o Tiago, a Rosa, o Manuel, a Raquel, o Pedro, a Rebeca, o João. E é lá que quero continuar a viver, com estes meus amigos e vizinhos a quem quero bem!”

Tiago (http://www.viveraltadelisboa.blogspot.com/) – Junho 26, 2007 às 2:04 pm

“Eu também gosto de viver aqui. Gosto muito do projecto, de uma ideia de planeamente em larga escala, prévio, com preocupações urbanas como largura de passeios, existência de espaços verdes, cuidado com a escolha dos arquitectos. Por enquanto é uma zona calma e sossegada, agradável de passear nas zonas já edificadas.

No entanto, acho ofensivo que se perpetue silenciosamente os atrasos, por desleixo, por incompetência, por falta de visão; que se tome como lema para tudo “o segredo que Lisboa guardou para o fim”, deixando actuais e potenciais moradores com algum receio e desconfiança sobre o futuro do projecto.

Não acho que são os blogs e as opiniões das pessoas que desvalorizam as coisas. Não me parece que o silêncio seja a melhor forma de ajudar a cidade a crescer saudavelmente. Há que vivê-la, usufrui-la, diagnosticá-la, propor soluções, falar, discutir. E neste aspecto parece-me que a massa crítica existente nos blogs só valoriza a zona.

Quanto às questões sociais, já tive a ingenuidade de acreditar que um bom urbanismo era meio caminho andado para resolver problemas de famílias disfuncionais e hábitos de marginalidade. Acho que há imenso a fazer neste campo, e instituições como o Centro Social da Musgueira, a Fundação Aga Khan ou os clubes desportivos da Alta têm sido excepcionais com os parcos recursos e apoios que têm. Mesmo assim, não é suficiente, é preciso muito mais.”

joanafisher – Julho 8, 2007 às 11:36 pm

“Adoro os jardins, os espacos, os avioes ao fundo, o caminho que me leva, a pe, do metro ate minha casa, a grandeza do projecto, a engenharia social, o por-do-sol na Avenida Helena Vaz da SIlva, os meus vizinhos, o entusiasmo do meu marido perante os pormenores da arquitectura, a Rota do Pao, a Speedy Pizza, a esperanca, o desafio e o facto de tudo depender de cada um de nos.
Luis Lucena, gostei imenso da tua resposta. A Alta de Lisboa sao todos aqueles nomes (e muitos mais), com uma alma por detras e uma ideia de felicidade.”

espertinha – Julho 10, 2007 às 4:23 pm

“Ao fim da tarde de um dia de calor abrasador (OK, ainda só disfrutei disto no ano passado…), uma cervejinha e umas pipocas salgadas na varanda virada para o Parque das Conchas.

Em que outro lugar na cidade eu poderia ter isto, e um supermercado a dois minutos a pé, uma estação de metro a cinco e um ginásio a outros cinco? E quando deixar de haver aeroporto na Portela ainda vai ser melhor, porque as cigarras não mais serão interrompidas pelos Boeings e pelos Airbuses! ;)”

RR – Julho 16, 2007 às 6:57 pm

“Gosto de poder sair de casa a correr, atravessar o Parque Oeste, dar 3 voltas ao Parque das Conhas e voltar. 40 minutos de puro gozo ao fim do dia. Mal saio da Alta (a correr) começam os carros, passeios estreitos, carros nos passeios…”

mafalda – Julho 17, 2007 às 2:22 pm

“gosto da alta porque sempre vivi no lumiar, porque há jardins e vêem-se muitas crianças, porque acredito que vai haver muitos cafés e esplanadas para todos se encontrarem, como acontece em Telheiras, porque os habitantes são jovens cheios de promessa e pessoas de vida feita que querem recomeçar, porque sei que do empreendedorismo patente nos blogues sei que haverá associativismo cultural e solidário, porque acredito que os espaços verdes humanizam mais do que a volumetria e o consumo, porque á Alta pode ser uma Ágora se todos quisermos que mais do que Alta, seja mesmo LISBOA. Um abraço”

Margarida – Julho 20, 2007 às 12:58 pm

“Sempre morei no Lumiar. Quando conheci o projecto da Alta de Lisboa fiquei interessada e com vontade de fazer parte dos inúmeros moradores. E aqui estou. Comprei um T1 e já mudei para um T3, e não tenho intenções de deixar a Alta de Lisboa.

Tem defeitos, isso tem, mas como todas as outras zonas de Lisboa. Mas também tem qualidades que outras zonas de Lisboa não têm. Espaços verdes, ruas largas, estacionamentos, transportes, serviços, etc…

Ainda falta muita coisa, mas para quem mora na Alta de Lisboa quase desde o seu início posso dizer que muito já foi feito.

Quem não gosta de chegar do serviço e no verão, desde que haja tempo, dar um passeio de fim de tarde na Parque das Conchas? Ou deber um sumo no Kafofo, Rota do Pão, ou nos vários cáfézinhos agradáveis por lá existentes??? Ou sentar-se na varanda e regalar-se com a vista do Parque das Conchas?

Gosto muito de viver na Alta, e não a trocaria por outra zona de Lisboa.

Margarida”

Agradecemos todos os contributos efectuados.

 

PUAL – Plano de Urbanizaçao da Alta de Lisboa

Para quem ainda não tomou contacto com o Plano de Urbanizaçao da Alta de Lisboa (PUAL), aqui deixamos um link para o Diário da Républica de 27 de Outubro de 1998 onde se encontram publicados muitos detalhes sobre o mesmo. O PUAL, é uma referência importante para quem deseja conhecer melhor o que está planeado para o Alto do Lumiar.