Mudar de Vida

Partilho com todos este artigo da jornalista Maria João Lopes, publicado hoje no Público, que julgo ser do nosso interesse pela temática. Em especial porque aborda temas que todos nós na ARAL, no GCAL e em tantas organizações e encontros locais debatemos e para os quais procuramos e implementamos soluções.

Resumo:

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Passar mais tempo em casa, conhecer melhor os vizinhos

À força de consumirmos menos e pouparmos mais, vamos reduzir as idas ao restaurante e a outros espaços de lazer, e estar mais tempo em casa. Uma das consequências será o aumento das refeições caseiras, até para levar também comida para o trabalho. O escritor Mário Zambujal acredita que as pessoas vão “visitar-se mais”: “Vão juntar-se nas casas umas das outras para uma festinha.”

Os encontros familiares serão mais frequentes e, em alguns casos, diferentes gerações poderão viver juntas: “É possível que deixe de ser viável que as pessoas da classe média tenham familiares em instituições privadas, que são caras. E que os familiares mais idosos fiquem mais tempo junto das famílias, que voltam a ser alargadas”, avança o sociólogo e professor da Universidade de Coimbra, Elísio Estanque.

Maria Filomena Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Demografia, também acredita que tal poderá acontecer, sobretudo “nas famílias com baixos recursos”: “Haverá um retorno dos avós ao lar. Com o desemprego, as pensões dos idosos acabam por ajudar na gestão do orçamento.” Estanque também sustenta que poderão surgir relações de proximidade entre vizinhos: “Se as pessoas passarem a estar mais na sua zona, têm mais probabilidade de se encontrarem com as que residem ao lado, e que muitas vezes nem sabem quem são”. E, cada vez mais, a casa será o escritório: “Trabalhar em casa de pijama é algo que já está a acontecer”, diz Zambujal.

Maior vivência comunitária, tertúlias e associativismo

Não será só a preferência pelos transportes públicos que poderá aumentar, mas também uma utilização partilhada do carro: “Os vizinhos que vivem na periferia irão organizar-se mais colectivamente [para se deslocarem]”, diz Elísio Estanque.

Maria Filomena Mendes realça também o recurso à bicicleta ou a andar a pé, até porque muita gente abandonará os ginásios. Nas palavras de Pedro Moura Ferreira, sociólogo do Instituto de Ciências Sociais, “a grande mudança passará pela filosofia do menos em quase todas as esferas da nossa vida”.

O presidente da Cáritas Diocesana do Porto, Barros Marques, acredita que estes comportamentos fomentarão “um estilo de vida mais comunitário e menos individualista: “Vamos criar laços de alguma economia doméstica, familiar, fazer reuniões com amigos”, partilhando comida. “E regressarão as grandes tertúlias e o associativismo, como espaços de debate, de troca de impressões, de esclarecimento, nos quais as pessoas sintam que estão a remar juntas.”
(…) in Público

Peddy Paper Alta de Lisboa: Participação da ARAL

Realizou-se na passada sexta-feira mais um Peddy Paper na Alta de Lisboa, com o objectivo de dar a conhecer o território, mas também as instituições que desenvolvem trabalho no mesmo.

A ARAL, como já tem vindo a ser habitual, foi um dos postos deste Peddy Paper, tendo os grupos que por aqui passaram de efectuar uma actividade de correspondência de objectos e cartazes dos nossos projectos, passando assim a conhecer melhor o trabalho efectuado.

Ficam fotos dos participantes a fazer a prova…

 

Rugby Alta de Lisboa: Convívio Regional de Apoio à Selecção Nacional

Sábado é dia de rugby… A convite do CDUL, O Rugby na Alta de Lisboa vai estar representado no Convívio Regional de Apoio à Selecção Nacional, dia 28 de Janeiro no Estádio Universitário.

Levaremos duas equipas, uma de Sub-8 e outra de Sub-10 que disputarão vários jogos com adversários. Teremos ainda a oportunidade de ficar a assistir ao jogo Portugal – England Students que se realizará durante a tarde.

Se gosta de rugby acompanhe-nos neste dia diferente.

Para mais informações contacte-nos através do e-mail altarugby@gmail.com ou por telefone (96 015 46 31).